terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Fim da linha

 HESITEI, CONFESSO. Quem não hesitaria? Quem em semelhante situação não estaria com medo? Quem poderia estar tranquilo e sereno diante de ato tão extremo? Sabia que daquele ponto não havia mais volta, era sabido que ele logo chegaria.

Não pensem que isso foi premeditado, que nessa altura da vida eu teria que recorrer a tão impensada medida, porém os recentes acontecimentos de minha vida me impeliram a agir assim, agir pelo medo, pelo puro desespero. Não aguentava mais — ouso dizer que ninguém aguentaria por tanto tempo — a aquela altura eu havia entregado todos os pontos, eu finalmente desisti.

Lembro-me do tempo em que não precisava me preocupar com meu futuro, meu destino. Gozava de boa saúde, bom emprego e uma família estruturada, tinha a vida que muitos sonhavam, havia encontrado a paz na família e nos negócios, adorava minha vida, até que isso já não era o bastante. Eu queria mais.

Aquela noite eu havia me decidido. Iria ao encontro dele, aquele que me proveria de poder, mais poder do que eu poderia conseguir sozinho em décadas. Havia pesquisado muito, entrado fundo no assunto, me envolvido com pessoas das mais variadas classes sociais e realidades para enfim tomar a decisão. Não esperei nem mesmo o dia seguinte amanhecer.

Caminhei pelo parque segurando firmemente contra meu peito uma bolsa que levava a tiracolo, não havia vento aquela noite, nenhum som, nenhuma vida. Segui pelo caminho usual que todos faziam ao atravessar o parque, meus passos eram um misto de excitação e medo, quando alcancei a centenária figueira, que servia de marco central ao parque, dobrei a esquerda por entre as árvores e segui por um caminho sem trilhas e que recebia apenas uma pequena parte da iluminação dos postes que iluminavam o caminho principal. Lembro-me que quase desisti à aquela altura e se o tivesse feito poderia ter me arrependido no dia seguinte, mas estaria à salvo agora.

Os meus passos faziam barulho, eu pisava em galhos e folhas secas, mas não me importei com isso, eu estava sozinho, não estava? Segui pelo caminho improvisado por mais alguns metros e então parei em uma clareira, olhei em volta nervosamente para me assegurar da minha solidão, vi um vulto correr por entre as árvores e apertei os dentes quase a ponto de quebrá-los. Esperei por algo que não veio, era como se aquele som, aquele movimento nas sombras fosse o meu último aviso, se passasse daquela linha, tudo mudaria. E nem tudo que muda é para melhor.

Ajoelhei-me no chão e despejei todo o conteúdo da sacola entre meus joelhos dobrados, a primeira coisa que caiu foi a cabeça de Lady, minha gata negra que fora a alegria da casa, lembro-me ainda dos olhos tristes de minha menina quando menti que Lady havia sido roubada, quase desisti ali também, mas minha ambição era maior, no sótão foi onde cortei sua cabeça e juntei com os outros “ingredientes” que já havia coletado, falo ingredientes pois o que fiz nada mais foi do que seguir a risca o que tinha estudado e aprendido e como quem prepara um bolo arrumei todo o material como era pedido. Risquei com a faca usada para matar um pombo a estrela de cinco pontas na qual pousei a cabeça de Lady no centro, fiz murmurando o cântico antigo sem errar nenhum verso! Entenda a complexidade desse ato, eu ávido para encontrar o que queria fiz cegamente o que me foi proposto e ao final da receita, esperei. Esperei muito. Porém nada aconteceu.

Lembro-me que voltei para a casa triste, minha amada esposa me esperava e tive de mentir: uma reunião estressante até altas horas foi o meu álibi. Banhei-me e depois do jantar me deitei na cama para dormir, porém o sono não vinha, fiquei de olhos abertos na escuridão me crucificando por ter acreditado em algo tão idiota.

No dia seguinte, logo ao chegar ao escritório recebi uma triste notícia, um colega de trabalho havia morrido na noite passada — infarto eles me disseram — todos no escritório foram ao velório, muitos ali por pura obrigação, pois o falecido não era o tipo de pessoa que podia se chamar de amigável, era invejoso e muito autoritário, por vezes fazíamos piada com seu jeito desengonçado de andar que lembrava um pato, o que me surpreendeu foi o que aconteceu depois. No outro dia fui chamado à sala da diretoria, com a morte do “pato” fui nomeado o mais novo superintendente de finanças da empresa, um cargo almejado por muitos e conseguido por poucos, não me contive de alegria e fui à um pub comemorar com os amigos a promoção ao final do expediente. 
Eu estava radiante, nas semanas seguintes eu sorria e cumprimentava todos no ambiente de trabalho, porém minha promoção causou a inveja de alguns — e eu não os culpo — poucos conseguem conviver com o sucesso alheio e mais pouco ainda são aqueles que passam por isso sem nutrir uma inimizade desnecessária com o promovido, é assim a vida empresarial, uma verdadeira selva de leões. A supervisora de vendas, no entanto, não só ficou descontente com minha promoção como fazia questão de deixar isso bem claro a qualquer um que lhe cedesse alguns minutos para ouvir calúnias sobre mim, mas sempre dava ombros, eu estava no topo. 

Passei por ela aquela manhã e encenei meu melhor sorriso, fiz questão de mostrar minha posição superior, ela riu e certamente me mandou a merda assim que lhe virei as costas, aquela vadia. Sentei-me em minha mesa e coloquei o celular para carregar, porém meu carregador havia desaparecido, deixei o celular sem bateria na gaveta da escrivaninha e me pus a verificar minha caixa de e-mails quando a mesa começou a tremer levemente de forma intermitente, achei estranho e passei meus olhos por toda a extensão da mesa procurando o motivo da vibração. Nada. Olhei por baixo de papeis, abria as gavetas e vi que meu celular estava vibrando. Meu celular sem bateria estava vibrando. Olhei alguns segundos para ele e atendi, o numero não era apresentado em seu visor, mas mesmo assim atendi. Silencio. 

Ela trama contra você. — a voz do outro lado me colocou em alerta, parecia uma mistura de voz rouca com o rugido de um tigre. Ela vai por tudo a perder. — Protestei, exigi uma resposta e me arrependi de ter perguntado quando ela veio: Irei fazer a minha parte, não se preocupe, tome seu café e aproveite a paisagem. Desligou.

Fiquei alguns segundos com o telefone ao ouvido que não produzia mais nenhum ruído, meu coração estava acelerado, olhei para o aparelho e constatei que realmente ele estava sem bateria. Fiquei ali parado por um instante, ponderando aquilo. Sou um dependente convicto de cafeína, bebo litros de café todos os dias e situações como essa me impulsionam a beber ainda mais, corri até a cafeteira, me servi de café e bebi todo o conteúdo da xícara em um só gole, mal senti o gosto da bebida, nervosamente tornei a encher a xícara, respirei fundo e fui até a janela que, do terceiro andar onde estava, conseguia ter uma bela visão do jardim e de todo estacionamento, comecei a relaxar, tentar colocar as coisas no lugar enquanto me acalmava vendo o balançar das árvores com o vento. Foi então que ela surgiu.

Com um andar apressado, apesar do sapato de salto e da saia que moldavam seu estilo social, a supervisora de vendas irrompia em direção de seu espalhafatoso carro amarelo que estava parado fora do estacionamento, do outro lado da rua. Que diabos estava fazendo fora da empresa em pleno expediente? Passou pela portaria e logo ganhou as ruas, eu estava fervendo em raiva com essa afronta, até que algo me paralisou: nem bem tinha colocado os pés na rua e um enorme caminhão frigorífico passou a alta velocidade em frente portaria levando a supervisora com ele. Fiquei paralisado vendo as pessoas se amontoando em volta do corpo caído da jovem quando finalmente o caminhão parou a alguns metros, não demorou e o resgate apareceu, colocaram-na em uma enorme saco preto e a ambulância partiu com as sirenes ligadas.

Achei que meu coração havia parado, minha respiração ficou ofegante e derrubei a xícara que trazia em minha mão, olhei para o celular sobre a mesa e como se ele me encarasse de volta, o visor ganhou cores e ele voltou a tocar. Em um ato de puro desespero, arremessei o celular contra a parede que se despedaçou. Silencio. Não demorou e o maldito aparelho voltou a tocar, caminhei devagar e o tomei em mãos, levei o celular ao ouvido e esperei. Ela não vai mais incomodar. Desliguei e as lágrimas caíram em meu rosto, não havia dúvidas que eu provocara, de forma indireta eu sei, a morte daquela mulher, outro pensamento me ocorreu, o antigo superintendente de finanças era mais jovem que eu e ainda praticante de atividades físicas, com certeza ele não estava na zona de risco, dificilmente seria acometido por uma parada cardíaca, ainda mais fulminante, tremi ao ligar os fatos, alguém está me ajudando. Lembrei-me da noite na clareira e as lagrimas passaram pelos meus lábios agora sorridentes. Tinha conseguido o que queria.

Após esse fato minha vida mudou completamente, minha carreira decolou, ganhei inúmeros concursos, via pessoas que opunham aos seus objetivos serem eliminadas uma a uma, me acostumei com as ligações e já me sentia a vontade para pedir favores que sempre eram cumpridos sem questionamentos, eu mesmo nunca questionava, estavam me ajudando, limpando o caminho para o meu sucesso, fosse Deus ou o Diabo eu não ia interferir, estava me dando bem e não queria parar.

O mundo parecia pequeno demais para mim, até que vi minha ascensão ao topo se tornar uma vertiginosa queda, já era tarde da noite quando o telefone sem bateria tocou. A inveja do seu sucesso está entre sua família. 

Tentei dizer algo, mas a voz tremeu e não saiu. Podem lhe trazer problemas e não queremos isso, queremos? Tentei protestar, mas era tarde de mais, o telefone havia ficado mudo, uma onda de pânico percorreu meu corpo, saltei da cama e apanhei as chaves do carro, dirigi a toda velocidade para o único lugar além de minha casa povoado por pessoas que eu amava, cruzei um sinal vermelho e quase me choquei com uma moto, que ao tentar desviar do meu carro se chocou contra um ônibus que vinha em direção contrária — certamente não havia sido apenas um acidente. Acelerei o máximo que pude e parei diante de minha antiga casa, agora cercada por pessoas que se acotovelavam para ver a casa de meus pais em chamas. Os bombeiros lutavam contra o fogo, porém fui informado que ninguém sobreviveu, uma falha na instalação elétrica foi o que havia sido previamente analisado. 

Entrei no carro sem que ninguém visse e chorei. Chorei como nunca antes, até que o telefone tocou.

Aquela noite eu não atendi ao telefone, ele sempre insistia em tocar, mas nunca mais atendi, estava em choque com tudo aquilo, percebi que estava indo longe demais, estava na hora de colocar um fim naquilo tudo. 

Desci até o sótão, não liguei a luz para não alertar o restante da casa que eu estava ali, passei pela mesa de ferramentas onde matei Lady e me detive um instante pensando do que eu fui capaz, caminhei até o fundo do aposento e próximo da caixa de passagem elétrica, em um velho baú empoeirado, joguei o celular e fechei a pesada tampa, ao me virar ainda podia ouvir o celular me chamando, fechei a porta e imaginei ter deixado o terror atrás dela. Estava enganado.

Dias, semanas se passaram e comecei a ver meu mundo cair, o trabalho era cada vez mais carregado de cobranças, minha mulher parecia cada vez mais distante de mim e até meu garoto de oito anos parecia não se importar com minha presença. Amigos desapareceram, boatos que me desmoralizavam circulavam entre colegas de trabalho, eu estava à beira da loucura e a única coisa que me acalmava era a bebida. 

Comecei a beber desenfreadamente e não demorou até que eu fui seduzido pelo jogo, era dinheiro fácil eu pensei, apenas uma mão de sorte e tudo podia mudar, infelizmente a sorte pareceu me abandonar. Perdi o emprego e minha mulher, minha amada companheira, não mais suportava nossas brigas e resolveu partir, estava reunindo suas coisas quando eu cheguei, com lágrimas nos olhos disse me que não me reconhecia, que não aceitava ficar parada olhando eu me destruir, iria embora e levaria meu filho com ela, explodi em fúria e a agredi, ela caiu e chorou, eu lhe dei as costas e fui ao encontro da única coisa que poderia me tirar desse fosso, desse buraco que insistia em me puxar para baixo. Voltei ao sótão.

Parei diante da porta daquele lugar maldito, fechei os olhos e retomei tudo que me aconteceu durante os últimos meses, de como fui ao céu e desci ao inferno em tão pouco tempo, de como influenciei as pessoas a minha volta, era um passo sem volta o que eu estava prestes a dar, mas não podia mais viver naquele caos, não eu que fui apresentado a um futuro brilhante e glorioso — estaria eu sendo egoísta? Ninguém em meu lugar tomaria atitude diferente! 

Ninguém conseguiria ficar alheio a tamanha oportunidade de vitória, por mais dor que isso pudesse me trazer, toquei a maçaneta e entrei, o ar úmido do sótão encheu meus pulmões, os olhos começavam a se adaptar a escuridão do quarto quando ao fundo pude ver uma das piores cenas de minha vida.

Meu pequeno garoto, esperto e curioso como qualquer criança em sua idade, estava em pé, de costas para mim, com uma das mãos segurava o celular que cintilava contra seu jovial rosto de criança enquanto a outra mão aproximava de forma perigosa uma ferramenta metálica até o quadro de distribuição elétrica. Gritei para que parasse enquanto corria, desci a escada que levava até a parte de baixo pulando os degraus e quase no fim acabei caindo, bati com a cabeça no chão e quando a levantei escutei o estouro. A luz que vinha da casa e entrava no sótão pela porta que deixei aberta vacilou, quando se acendeu novamente e clareou o ambiente pude ver meu pequeno filho caído no chão inconsciente, corri e o tomei nos braços chorando, minha mulher apareceu à porta e me fuzilou com toneladas de ofensas, tomou meu filho dos meus braços e saiu trancando a porta atrás de si, me deixando sozinho na mais profunda escuridão. Até que o celular tocou e tingiu as paredes com sua luz intermitente. Maldito seja! Cerrei os dentes, fechei meu punho com toda força que ele quase sangraram, encarei aquele maldito aparelho que insistia em me chamar, levantei-me e virei as costas para ele. Parei. Não havia pelo que lutar, eu havia perdido, sentei pesadamente no chão e levei o celular até meus ouvidos. Ele riu.

Enviado por Rodolfo Willian

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Fotos post mortem #3












A boneca de porcelana

Leia os bonecos de Kratsievskn primeiro, pra entender melhor esse conto.

Bianca estava voltando para casa e encontrou uma boneca de porcelana, jogada no chão.
Ela Tentou pegar, mas uma velha senhora pegou primeiro.
"Essa boneca é minha!" - A velha gritou.
"Desculpa, eu não sabia." - Respondeu Bianca.
Depois disso Ela foi embora.


Chegando em casa, o celular dela tocou. Era Sabrina, a namorada da Bianca chamando ela pra sair: "Vamos no cinema, eu te pego na sua casa, 20:00."
Chegando no cinema, elas encontraram a senhora, que disse:"pegue este boneco, muito cuidado com isso, ele era do meu pai, Kratsievskn."


Sabrina já tinha visto sobre o último boneco. Ela sabia da maldição...

continua...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Diário de um zumbi

 Acordei, era quase de manhã. Estava num necrotério.
Minha carne estava dura e fria, eu estava com muita fome. Não conseguia falar, e nem andar direito.
 Saindo da sala, tinha um grupo de cientistas, que me amarraram na parede e me disseram: "Você agora faz parte do projeto
ZK-5F, um projeto do governo para uma nova arma biológica. De 10 pessoas, só você conseguiu suportar a nova droga.
 O apocalipse zumbi vai finalmente começar.
Temos uma missão para você, se conseguir cumpri-la, te daremos a cura."


continua...

domingo, 12 de janeiro de 2014

A pulseira vermelha [repost]

 Quando você é internado em um hospital, eles colocam em seu pulso uma pulseira branca com seu nome nela. Mas há outras cores de pulseiras que significam outras coisas. As pulseiras vermelhas são colocadas em pessoas mortas.
Havia um cirurgião que trabalhava no turno da noite em um hospital de universidade. Ele havia terminado uma operação e estava descendo para o porão. Ele entrou no elevador e dentro deste havia outra pessoa. Ele conversou normalmente com a mulher enquanto o elevador descia. Quando a porta do elevador abriu, outra mulher fez menção de entrar, mas o médico imediatamente apertou o botão de fechar a porta e apertou o botão do último andar do prédio. Surpresa, a mulher reprimiu o médico por ter sido rude e perguntou por que ele não deixara a outra mulher entrar.
O médico disse "Essa era a mulher que eu acabei de operar. Ela morreu na mesa de cirurgia. Você não viu a pulseira vermelha que ela usava?"
A mulher sorriu, e, erguendo seu braço, disse "Uma 
pulseira vermelha como esta?"

A santa morte [repost]

Santa Muerte é uma figura sagrada venerada no México, provavelmente um sincretismo entre crenças católicas e mesoamericanas.A cultura mexicana mantém desde a era pré-colombiana uma certa reverência em relação à morte, manifestada em celebrações sincréticas como o Dia dos Mortos.Entre os elementos católicos da celebração está o uso de esqueletos para lembrar as pessoas de sua mortalidade. É uma figura mexicana de veneração que combina elementos do catolicismo com o culto pré-hispânico aos mortos que, segundo diversos pesquisadores, é decorrente dos povos indígenas que adoravam um esqueleto ao qual chamavam Santa Morte em um povoado do centro do país; há testemunhos de que este culto permaneceu oculto nos últimos dois séculos. A Santa Muerte geralmente aparece como uma figura esquelética, vestida com um longo manto e carregando um ou mais objetos, normalmente uma gadanha e um globo. O manto costuma ser branco, mas representações da figura variam significantemente de pessoa a pessoa de acordo com o pedido do devoto ou do ritual a ser apresentado. Como o culto a Santa Muerte era clandestino até recentemente, a maioria das preces e outros rituais eram feitos de forma privada, em casa. Entretanto, nos últimos dez anos, a veneração tornou-se mais pública, especialmente na Cidade do México. O culto é condenado pela Igreja Católica no país, mas está firmemente entranhado nas tradições das classes baixas e marginalizadas do México. O número de fiéis da Santa Muerte cresceu nos últimos vinte anos, chegando a aproximadamente dois milhões de seguidores, além de atravessar fronteiras, alcançando as comunidades mexicanas dos Estados Unidos. De forma similar a outras culturas pelo mundo, deidades pré-cristãs no México são algumas vezes sincretizadas como santos. Por outro lado, na Espanha a expressão santa muerte pode ser simplesmente interpretada como "a sagrada morte". Desta forma, Santa Muerte pode ser simplesmente uma representação da reinterpretação folclórico-religiosa da prática da Igreja Católica Romana de orar para receber um morto em estado de graça. Santa Muerte é também adorada pela Iglesia Católica Tradicionalista Mexicana-Estadounidense, uma igreja sem relação com a Igreja Católica Romana. Santa Muerte é geralmente vestida como o anjo da morte, carregando uma gadanha e uma balança (que pode ser reminiscente de São Miguel. Ela também pode estar vestida com um manto vermelho e uma coroa dourada; nesta forma, a veem como uma variação da Virgem Maria. Neste último mês oito dos membros da seita foram acusados de sacrificar seus próprios parentes (duas crianças de 10 anos e uma mulher de 44) como oferenda a Niña Blanca, nome popular da santa, para receber dinheiro, saúde e proteção. As vítimas são degoladas sob o argumento de que a Santa Morte preferia assim, e desta maneira indicaria o local onde existia dinheiro para roubar, o que seria parte da recompensa. Em 24 de março de 2009, autoridades mexicanas destruíram 30 capelas dedicadas a Santa Muerte nas cidades de Nuevo Laredo e Tijuana em resposta às suas fortes associações com traficantes de drogas e a pedido de moradores locais. José Manuel Valenzuela Arce, um pesquisador do Colegio de la Frontera Norte, fez um comentário sobre a ação: "a destruição dessas capelas não vai diminuir em nada o crime... alguém que está indo cometer um crime poderia ir tanto a uma capela de Santa Muerte quanto a uma Igreja Católica, ou simplesmente não ir a lugar nenhum".

                               Assassinatos em ritual à Santa Morte

O ministério público mexicano está a investigar uma família alegadamente membro de um culto pelo sacrifício de dois meninos de 10 anos e uma mulher de 55 à 'Santa Muerte', ou 'Santa Morte'. Trata-se de uma figura adorada sobretudo por marginais mas cuja popularidade está a crescer no México e entre hispânicos nos Estados Unidos.Os assassínios chocaram a cidade mineira de Nacozari, no topo da Sierra Madre, e podem ser os primeiros sacrifícios rituais ligados à santa popular condenada pela Igreja Católica Romana. As autoridades dizem que as gargantas e os pulsos das vítimas foram cortados com facas e machados e o seu sangue espalhado num altar a Santa Muerte. Os corpos foram enterrados perto das barracas onde os alegados membros deste culto residem, nos arredores da pequena cidade próxima da fronteira com os Estados Unidos. A família era conhecida na zona como muito pobre, recebendo do Governo e da igreja local ajudas como alimentos, roupa usada e animais de quinta. Os homens eram conhecidos como apanhadores de lixo e algumas das mulheres eram suspeitas de prostituição. "Não sabíamos que eles faziam parte de um culto a Santa Muerte. Isto foi uma coisa trágica para todos nós", disse Jorge Sanchez Castillo, de 54 anos, o proprietário de um hotel, que tem um campo de milho ao lado da casa da mulher que se crê seja a líder do grupo. Nacozari tem sido poupada à violência dos cartéis de droga que lutam pela manutenção de passagens lucrativas ao longo da fronteira do México com os Estados Unidos, disse o chefe da polícia, José Miguel Espinoza. "Era uma cidade pacífica. Nunca tínhamos visto tal violência", comentou. 






sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

gifs de terror #8


O assassino K parte 2

leia a parte 1 antes de ler essa parte.

Brasília, 2jan2014

Mais um corpo foi encontrado. Desta vez, perto do lago paranoá.

descrição da vítima: homem, 35 anos.
nome da vítima: desconhecido.
causa da morte: hemorragia por desmembramento

o corpo foi encontrado sem cabeça, e com um corte em forma de um "K" no peito.
foi encontrado um bilhete junto ao corpo da vítima que dizia: "esse é o segundo de muitos que ainda vou matar. me encontrem se puderem."

o assassino ainda não foi encontrado.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O apartamento 305

Luciana morava com a irmã Jéssica, num prédio antigo no centro da cidade.
 Nos finais de semana ela ficava sozinha, e ficava
 lendo alguns contos de terror. 
Leu sobre a brincadeira, e resolveu jogar.
Ela chamou alguns amigos dela para jogarem também. Eles foram no apartamento 305, que era um apartamento abandonado, e seria perfeito pra isso.


Eles estavam enganados.

continua...

Espelho parte 2

Quando alguém amado simplesmente desaparece, a vida daqueles que o amam vira de cabeça para baixo. Noites mau dormidas são constantes, cada ligação é um aperto no coração, cada bater na porta é um fio de esperança, mas o tempo passa, e este sentimento acaba diminuindo, porém aquele rapaz, aquele rapaz sempre manteve suas esperanças vivas, seu nome era Samuel, irmão gêmeo de Sara, uma garota que desaparecera há três meses.
Chovia muito naquele dia, Samuel, como de costume, estava sentado em sua janela, olhando para a entrada da casa; ele não queria admitir, mas fazia aquilo todos os dias antes de ir para o colégio pois sentia que algum dia Sara passaria por aquele caminho e retornaria para casa, e o dia tão sonhado tinha enfim chegado.
Uma garota trajada com um vestido de festa e com uma blusa de frio aparece em meio as gotas de chuva, seus compridos cabelos negros estavam sobre a sua face, dificultando sua identificação; mas Samuel sabia, Samuel reconheceria Sara em qualquer lugar. Ele corre em disparada para o andar de baixa, abre a porta e vai em direção à irmã que aguarda parada em frente a porta principal.
A garota de cabelos negros e olhos de um azul de beleza raramente vislumbrada entra na casa passando pelo irmão, como se ele não estivesse ali. Samuel toca o braço de Sara, afinal ele queria abraçá-la, beijá-la, senti-la. Porém, imediatamente ao sentir o toque, a garota vira seu rosto e encara Samuel; ela abre sua boca de uma maneire incomum, sua mandíbula parece ter se deslocado, enquanto abre a boca a garota solta um rugido assustador, rugido este que faz Samuel soltá-la e ficar ali, paralisado pelo medo, enquanto a garota continuava a se caminhar lentamente até a geladeira.
A garota abre a porta bruscamente e começa a procurar algo; ela encontra a carne que sobrara do almoço e joga a vasilha no chão, logo em seguida ela se abaixa como se fosse um animal e começa a comer desesperadamente a carne que se espalha pelo piso da cozinha; Samuel tenta se aproximar, mas ele continua assustado e seu corpo não responde muito bem; suas pernas tremem intensamente e gotas de suor começam a brotar de sua testa.
- Sara?! – ele fala enquanto se aproxima lentamente, como se estivesse se aproximando de um animal selvagem. 
A garota se vira e encara o rapaz, ela se levanta e caminha em direção a ele. Samuel fica parado, esperando que algo aconteça, mas Sara passa por Samuel... como se ele não estivesse ali.
Continua...

enviada por Bruno Vieira

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Eles virão buscar sua alma

 Eles virão buscar sua alma.
E quando chegarem, fique calmo. Não vai doer nada.
Na madrugada eles virão, e te seduzirão.
 Para uma morte lenta mas sem dor. Sentindo calor.
Quando amanhecer, irão desaparecer.
Você irá acordar diferente, sentindo faltar alguns dentes.

Espelho

- Tem certeza Emile?
- Anda logo Amanda, temos que fazer isso antes que o papai e a mamãe chegem!
- Tenebris copias audieritis vocem meam, offero sacrificium pro sanatione impuresas plaguing terrenum corpus meum.
Um corte, o sangue de um vermelho vivido cai em direção ao recipiente, outro corte, mais um fio do liquido escarlate corre e se mistura. 
Objetos começam a tremer, os móveis do porão foram lançados nas paredes por uma força que não podia ser vista; estilhaços de madeira e porcelana voavam por toda parte.
- Anda logo! – ela sussurra. – Temos que falar essa parte juntas! 
A outra garota olha para a irmã, apreensiva; mas ao notar o olhar rígido dela acaba cedendo.
“Meum sanguinem, in puram et mundabis illud, et vivifica me dolor meus, et sanabo. Meum sanguinem, in puram et mundabis illud, et vivifica me dolor meus, et sanabo. Meum sanguinem, in puram et mundabis illud, et vivifica me dolor meus, et sanabo!”
Os objetos do porão, ou melhor, os estilhaços dos objetos continuavam a ser lançados contra as paredes do lugar; a garota pega o recipiente com sangue e toma metade do conteúdo, um fio avermelhado escorre de seus lábios.
A outra garota olha para a cena e sente nojo, ela desejava sair dali, ambas estavam brincando com forças desconhecidas e ela sentia que algo ia dar errado, mas quando deu por si ela já estava obedecendo à irmã. O gosto era horrível, mas a dor que sentiram ao tomarem a ultima gota foi ainda pior.
Era como se os seus nervos fossem arrebentados, todos os ossos quebrados, como se os músculos fossem dilacerados; não suportando a dor, as duas garotas caem no chão, inconscientes; neste instante as luzes se apagam.
A luz se acende, a dor passa, e a garota pode vislumbrar sua irmã em perfeito estado, ela parecia até mesmo mais bela.
- Funcionou... – as palavras foram interrompidas por um liquido espeço que saia da boca da garota, ela caiu de joelho e começou a vomitar aquele sangue escuro e com pedaços das suas entranhas, a outra garota correu em direção à irmã, mas já era tarde demais.
O corpo sem vida da garota cai em meio ao vômito.

enviada por Bruno Vieira.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A morte

Muitos tem medo dela, outros nem tanto. Mas todos um dia vão morrer.
Você já passou por algum momento de quase morte?
Se sim, você foi um dos escolhidos para fazer uma missão para ela.
Na verdade, você morreu naquele momento, e a morte te deu a chance de resolver todos os seus assuntos pendentes, e se despedir dos seus amigos e familiares. Quando você tiver resolvido tudo, ela irá te buscar. Não importa o tempo que demorar. A morte é paciente.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O assassino K

Brasília, 10nov2013

A polícia chega no local do crime, e encontra um livro, e uma faca perto da vítima.
O corpo estava sem a cabeça e pernas, e com um enorme 'K' no peito.
No livro estavam escritos rituais de magia negra, a faca estava totalmente limpa.
A vítima trabalhava como açougueiro perto do local do crime.

No dia seguinte, mais um crime. Desta vez o corpo foi encontrado no estacionamento do estádio mané garrincha, também com um 'K' no peito.
A vítima era uma mulher de 36 anos identificada apenas como "sapa". Uma amiga identificou o corpo.


O assassino ainda não foi encontrado.