domingo, 14 de junho de 2015
Você tem medo do escuro?
Nessa hora, você escuta a porta da sala se abrir lentamente, - entraram na casa - você fala pensa enquanto tenta não fazer barulho fechando a porta do banheiro, quando o corpo pendurado agarra sua perna, e você grita.
Nessa hora, Alguém bate na porta do banheiro por alguns segundos, mas para logo em seguida, voltando pouco tempo depois.
Nesse momento, começa a escorrer sangue pela fechadura, e a porta abre. Você fecha os olhos e deita em posição fetal por alguns minutos, ate ser arrastado pela casa até o lado de fora, onde naquele momento você consegue fugir.
Correndo por alguns quilômetros, até achar um carro abandonado no meio da estrada, por sorte com um pouco de gasolina no tanque.
continua...
O relato de Sjerov Kratvrovskn
Sjerov conta que na verdade, foi o governo que mandou explodir a usina, mas só conseguiram explodir um reator. Ele conta também que o governo estava planejando por quase um ano como fazer parecer um acidente. Por isso a população foi avisada somente uma semana depois do ocorrido, quando a radiação já tinha se espalhado pela Europa quase inteira.
Milhares de pessoas foram mortas por causa de um teste do governo pra uma nova arma nuclear disfarçada de usina. Até hoje pessoas morrem por isso.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
A floresta atrás do lago
Enquanto isso, um de seus vizinhos começa a gritar desesperado por causa da filha que tinha acabado de se matar depois de ter visto o fantasma da irmã mais nova que morreu num acidente de carro.
Você começa a escutar sussurros cada vez mais perturbadores e macabros. Tão macabros que você só pensa em se matar.
Depois disso, a janela do seu quarto abre sozinha, ficando mais frio do que já estava. Você tenta fechar, mas é derrubado e jogado na porta do seu quarto, onde uma criança começa a cantar canções de ninar num tom que só de escutar, seus ouvidos sangram. Criando assim, um mar de sangue pela casa.
Quando ela para de cantar, você vai até a cozinha, tenta beber água, mas acaba se afogando quando a criança aparece atrás de você, agora muito mais assustadora, cantando com os olhos sangrando, mais uma canção de ninar.
Quando ela termina, você cai no chão, mas não na sua casa, e sim numa floresta, onde está toda sua família e os seus amigos pendurados em árvores podres, quase caindo. Eles estavam cantando: "Quando tudo isso acabar, nós iremos nos vingar. De tudo e de todos, que nos fizeram de tolos. Somente uma chance você terá, ou por aqui ficará, até o mundo acabar".
Logo depois eles pulam das árvores e te esquartejam. No dia seguinte você será encontrado no meio da floresta atrás do lago.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
O músico
Esta noite eu estou consciente do passo que tenho de dar. Durante toda a minha adolescência até o presente momento; trabalhei exaustivamente para desenvolver um suposto potencial, que não se confirmou: é fato - sou um artista medíocre. Na pré e pós-adolescência muita gente quer ser um grande músico - poucos trabalham buscando aperfeiçoar-se.
Foi o que fiz.
Minha busca me levou a um dos mais talentosos e bem sucedidos mestres do blues do meu país. Num de nossos diálogos ele me olhou zombeteiramente:
- Você faria qualquer coisa para ser um músico de sucesso?
Respondi que sim.
João Nettar caminhou então até sua escrivaninha e rabiscou um endereço num papel.
Em dois meses consegui levantar a quantia necessária para viajar até Clarcksdale, Mississipi. Escolhi uma noite em que a lua alta lançava sombras sobre as árvores da encruzilhada. Faltavam quinze minutos para a meia noite, quando cheguei no local.
Quando os ponteiros se uniram, uma limusine escura parou diante de mim e um desceu um distinto ancião. Parecia um executivo de multinacional; rico, sem dúvida.
Olhou-me com interesse e comentou:
- Ah! O garoto do blues...
A maldade contida naquele olhar provocou um arrepio que percorreu a nuca até os dedos dos pés.
- Do que você precisa, garoto do blues?
- Que..que a minha música faça sucesso, senhor.
- Ótimo, ótimo.. Sabe o preço a pagar?
Balancei a cabeça afirmativamente.
Tomou rapidamente minha mão e fez um corte profundo na palma. A seguir me passou uma pena.
- Molhe.
Passei a pena na palma da mão e assinei o contrato que me passava.
Quando voltei para casa, meus pais estavam eufóricos. Um pessoal de uma gravadora havia me ligado.
Enviado por: Magno Domino Machevo
segunda-feira, 25 de maio de 2015
A rua vermelha
Chegaram os caminhões e levaram todos à morte, cada um por sua sorte.
Alguns escapavam mas eram mortos do mesmo jeito, com um simples tiro no peito.
No meio da rua deitaram, e por alí ficaram. Foram todos mortos sem nenhuma razão, como uma punição. Talvez por serem fracos demais pra reagir, ou talvez por tentarem fugir.
De vermelho a rua foi pintada, com o sangue das crianças que um dia foram amadas. Mas que agora podem descansar, sem as guerras precisar lutar.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Amor de mãe
Era uma menina de 12 anos que parecia ser a filha dela, Aleksia.
Nessa hora, ela chora deitada no chão, lembrando que a filha morreu afogada a alguns meses, quando eles estavam num lago perto da cidade.
"Olá Mamãe, eu sei que não tive tempo de me despedir de você, mas agora que estou aqui, posso encontrar finalmente a minha paz. Adeus, te amo Mamãe."
Quando ela terminou de falar, Bruna dirigiu até o cemitério onde Aleksia estava enterrada, exumou o corpo, e levou pra casa dela, onde está até hoje.
Os vizinhos chamaram a polícia por causa do cheiro de morte que se espalhava cada vez mais pela casa.
Bruna foi encontrada morta no quarto, abraçada com a filha. A causa da morte continua desconhecida.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
A biblioteca
Olhando algumas fileiras de livros, Henrique vê um grupo de crianças correndo. Até que uma delas começa a cantar enquanto arranca os cabelos, chorando lágrimas de sangue. As outras lambem o sangue que cai no chão enquanto olham fixamente pro Henrique.
Quando ele tenta ir embora, é puxado e arrastado até uma sala, onde foi torturado quase até a morte pelas crianças, apenas por diversão.
Quando terminaram, Henrique vomitou tudo que ele tinha comido no dia, com isso alimentou as crianças que se matavam pra conseguir lamber o vômito no chão podre daquele lugar.
Alguns dias se passaram, e Henrique estava faminto. Matou o mais gordo das crianças pra fazer churrasco. Bebeu o sangue como se fosse água.
As outras crianças comeram quase tudo.
Ele consegue sair de lá. Mas quando sai, o mundo está completamente diferente do que ele pensou que estava.
Era literalmente o inferno. Mas não como os cristãos dizem, era um inferno diferente.
Nas ruas só se via morte. O único cheiro era de sangue podre por todos os lados.
Pessoas chorando e pedindo ajuda, gritando por socorro.
Era uma epidemia de caos e desordem naquela cidade.
Henrique decidiu voltar pra biblioteca. Lá dentro começou a chorar, tentando entender o que estava acontecendo.
Ele chamou as crianças, matou cada uma delas, e as enterrou lá mesmo.
Foi embora, pegou o carro e dirigiu quase a noite inteira, até que a gasolina acaba, e ele volta pra cidade a pé. Totalmente cansado, desaba no meio da estrada. Quando acorda, está cheio de sangue. Ele tenta voltar pra estrada, mas a fome e o frio não deixam.
As crianças aparecem e matam ele, levando o corpo esquartejado pra biblioteca, onde está até hoje.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Visita especial
Ela virá trazendo um presente, para que fique contente.
Quando ela chegar, não olhe nos olhos dela.
Qualquer dia a morte te visitará.
A velhinha
Porque eu achava que me esperava? Nunca conversamos, nunca a vira durante o dia. Mas a qualquer hora da noite que sentisse aquele arrepio característico percorrer meu corpo, era certo que a veria na esquina.
O ápice do meu medo foi a noite da tempestade. Acordei com as janelas batendo violentamente, e com respingos de chuva entrando no quarto. Levantei-me de um salto. Ela estava no mesmo lugar em que a vira nas outras noites. Parecia muito frágil, semi-protegida por uma capa com touca, parada à luz dos últimos lampiões. Mas não. Ela não era desprotegida. Era um ser diabólico, decidido a transformar meus nervos em frangalhos.
Passei a vê-la nos lugares mais improváveis; em duas oportunidades, pensei que passara do outro lado da calçada; rapidamente.
Eu estava em companhia de uns amigos, que notaram meu empalidecer.
A sequência dos meus dias transformaram-se num inferno e eu já temia pela minha sanidade.
Fiz o que meu coração mandou, numa noite em que os grossos pingos de chuva começaram a açoitar minha janela. Esperei-a. Meu coração batendo descompassadamente quase parou quando meus olhos enxergaram o vulto de andar trôpego saindo da escuridão e aguardando sob a luz que tantas noites a iluminara. Desci as escadas vestindo a capa de chuva e quase ri quando passei pela cozinha, pois cogitara levar uma faca. Desisti. Seria cômica a prisão de um jovem de um metro e oitenta que atacara uma velhinha com uma faca de cozinha.
Quando abri a porta da frente, as lufadas de vento gelado espargiram o temporal sobre a camisa do pijama e eu senti um ódio indescritível pelo vulto mirrado me aguardando na esquina. Pensei que hoje ela iria prum asilo ou sanatório, querendo ou não.
Ao me aproximar minha coragem já não era tão patente. Chamei-a. Quando levantou os olhos pude sentir sua frieza. Soube que não poderia fugir.
Sua mão esquerda agarrou meu pulso. Dei-lhe um puxão violento, mas ela não se moveu. A única coisa que consegui foi lesionar o bíceps. Esmurrei-lhe. Ela não se mexeu, não pareceu sentir nada. Ela balançou a cabeça afirmativamente quando perguntei em lágrimas se minha hora chegara.
Seu pulso extremamente poderoso foi me puxando, enquanto eu esperneava e abrasava o flanco esquerdo na calçada de cimento.
Enviado por: Magno Domino Machevo
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Ventríloquo
Ela entrou em depressão. O filho era a coisa mais importante pra Eliana.
Uma semana depois, ela encomenda um boneco ventríloquo do mesmo tamanho do filho, e começa a fazer apresentações em bares e teatros. Com isso, ela ganha fama e se casa com a melhor amiga, Lisa.
Juntas, as duas viajam pelo mundo inteiro fazendo shows nos melhores teatros do mundo. Até o dia em que Eliana morre num acidente de carro, deixando assim o show com Lisa.
No começo ela não conseguia se acostumar com o trabalho, mas logo se adaptou. Alguns dias depois ela descobriu que Eliana tinha feito um pacto e transferido a alma do filho pro boneco. Com isso Lisa tentou queimar ele, mas na mesma hora, alguém bateu na porta.
Era a polícia procurando por um grupo de assassinos que fugiram da cadeia.
Depois disso, ela tenta queimar o boneco, que na mesma hora, começa a chorar dizendo pra não matá-lo. Lisa jogou ele no chão assustada, e correu pela casa. Quando escuta: "Acalme-se, eu não vou te machucar. Nós podemos ganhar dinheiro com isso."
Hoje em dia, Lisa é dona de um show de ventríloquos.
O visitante do mundo dos mortos
A porta do quarto abre sozinha, fazendo assim um barulho de madeira velha. Nesse momento, Uma criatura de 2 metros de altura, com a pele totalmente podre, entra no seu quarto, se esconde debaixo da cama. e sussurra: "boa noite, eu vim te levar pro mundo dos mortos, se você quiser, eu te deixo ficar lá."
Você é jogado dentro de um portal e vai pra uma cidade totalmente diferente de qualquer outra no mundo.
Quando você chega lá, uma multidão começa a olhar fixamente nos seus olhos. No meio da multidão, aparece toda a sua família chorando por você estar ali.
A criatura que te levou pra lá, aparece, te joga no chão e começa a te esquartejar. Você pede pra voltar pra casa, então ele faz um desenho no chão, e te empurra nele.
Você desmaia. Quando acorda, sua cama está cheia de sangue, sua barriga aberta, cheia de vermes saindo por todas as suas entranhas e sua pele totalmente apodrecida.
De repente entra outra criatura parecida com você, que arranca toda sua pele e então usa como se fosse uma roupa.
Nesse momento, você acaba morrendo, voltando ao mundo dos mortos. Mas agora é pra sempre.
Se um dia o mundo dos mortos quiser visitar, lembre-se que nunca mais voltará.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Os olhos de Júlia
Até que um dia, a irmã mais velha arrancou os olhos dela, e guardou dentro de um pote de vidro.
Júlia morreu logo em seguida, amaldiçoando a irmã, e toda a família dela. Todos os filhos das irmãs dela nasceram sem os olhos.
Certo dia, a irmã mais velha começou a ter pesadelos horríveis com Júlia furando os olhos dela, do mesmo jeito que ela tinha feito com a irmã. Quando acordou, o filho dela estava morto, com a cabeça cortada. Na parede do quarto estava escrito com sangue do filho dela: "você será a próxima".
Ela ficou tão abalada com a situação, que queimou a casa.
Quando os bombeiros chegaram, ela já tinha fugido.
Ficou vagando por vários dias, até chegar num hospício, onde se internou, e está lá até hoje.
Ela levou uma mochila com os olhos da irmã, e algumas roupas.
Todos os dias ela sonhava com Júlia rasgando a carne dela cada vez mais fundo. Até o dia que ela se matou, retirando os olhos com uma colher.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
1º de abril
Desta vez não foi diferente. Ele ligou no celular da irmã, fazendo uma voz demoníaca pra assustá-la, dizendo que estava possuído, e que ele iria matar ela.
Mathias coloca uma máscara e uma capa preta, e depois chama a irmã, que com o susto corre pra rua e morre atropelada.
No velório, ele começa a ver vultos em torno do caixão. Esses vultos se tornam um só. Um enorme fantasma totalmente preto, mais escuro do que qualquer coisa no mundo. Ele se curva diante de Mathias e diz: "Se quiser sua irmã de volta, terá que fazer uma revolta. Matarás toda sua família, lavando com sangue a sua trilha, que te levarás ao interior dos seus medos, onde caíram seus dedos. De sangue se servirá, com carne humana pra acompanhar."
Hoje ele é dono de um dos maiores restaurantes do Brasil.



